Saudade da Vila Madalena. Do sobe e desce das ruas. Do sobe e desce nosso de cada noite. Do cheiro do peixe no alumínio misturado ao cheiro do cheiro seu. Saudade até das cenas de cigarro na mão... pós jantar, pós amor, em pé, na varanda, pela janela, olhos que me adimiravam sua... olhos que te admiravam, vão. Não haviam juras, haviam agoras e nuncas num abrigo perdidamente pacional. No seu comodo, o incomodo do Se e a entrega de todo tanto. Noites a fora, madrugadas a dentro. Restou a saudade do peixe e do prazer de um 'Agora' passado. Graças pelo ausente.
Sou touro e discreta. Irônica, um doce, à flor da pele. Sou Maria e Madalena... de muitas meninices e de muita velhice. Me encanto com gente inteligente, que flutua à massa. Sou de trocas, não de via única. Tenho amigos/irmãos que cabem nos dedos de duas mãos. De cara limpa a boca suja, o cabelo bagunçado e o olhar bem ali, no fundo do olho. Muito de mim vc não vê, não sente, não tem, e, muito provavelmente, nunca terá. A menos que consiga viajar além do que os olhos vêem.