'Que seja leve e intenso nas colocações. Que não exite.
Que excite meus ouvidos com seus contos desmedidos.
Com suas palavras desmedidas.
Com seus medos explícitos e desmedidos.
Procura-se um amigo que tenha o cheiro do conforto, o abraço de encaixe perfeito, o não julgamento pros meus defeitos, pro meu imperfeito e, principalmente, pros meus cabelos sem jeito.
Procura-se um amigo que tenha os olhos limpos pra minha boca suja, o coração espaçoso pro amor e pra minha falta. Que cale o meu surto, que grite o meu silêncio, que batuque nossa música no volante, que cante e inspire-SE/ME.
Procura-se o amigo de sempre... para sempre!
O amigo que diz quando olha, que chora sem vergonha, que ama feito quando na escola.
Amigo que demora no meu banho do lado de fora e que sem bater no portão, esteja dentro.
Procura-se um amigo daqueles conhecidos... dos que até nos esquecemos quando nos conhecemos.
Procura-se o amigo que mora nos dedos de uma mão.
Procura-se um amigo...
Procura-se um irmão.'
Sou touro e discreta. Irônica, um doce, à flor da pele. Sou Maria e Madalena... de muitas meninices e de muita velhice. Me encanto com gente inteligente, que flutua à massa. Sou de trocas, não de via única. Tenho amigos/irmãos que cabem nos dedos de duas mãos. De cara limpa a boca suja, o cabelo bagunçado e o olhar bem ali, no fundo do olho. Muito de mim vc não vê, não sente, não tem, e, muito provavelmente, nunca terá. A menos que consiga viajar além do que os olhos vêem.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
terça-feira, outubro 25, 2011
(Sorrindo)
'Eu que já nem sabia
Que era possível sorrir no outro dia...
Eu que já nem sorria, sorri.
Eu, que desenganei o coração
No engano do não, fiz-me sim...
E o desengano do não
Ao sorrir de paixão
Fez-se feliz... sem fim!'
Que era possível sorrir no outro dia...
Eu que já nem sorria, sorri.
Eu, que desenganei o coração
No engano do não, fiz-me sim...
E o desengano do não
Ao sorrir de paixão
Fez-se feliz... sem fim!'
domingo, setembro 18, 2011
Na Vila da Vila
Saudade da Vila Madalena. Do sobe e desce das ruas. Do sobe e desce nosso de cada noite. Do cheiro do peixe no alumínio misturado ao cheiro do cheiro seu. Saudade até das cenas de cigarro na mão... pós jantar, pós amor, em pé, na varanda, pela janela, olhos que me adimiravam sua... olhos que te admiravam, vão. Não haviam juras, haviam agoras e nuncas num abrigo perdidamente pacional. No seu comodo, o incomodo do Se e a entrega de todo tanto. Noites a fora, madrugadas a dentro. Restou a saudade do peixe e do prazer de um 'Agora' passado. Graças pelo ausente.
domingo, junho 05, 2011
Se vale
'O preto das unhas pouco a pouco se vão.
A postura é desfeita, a mala não...
Bolinhas de fada estão por aqui... Hey! Mas por favor, não precisam ir!
Permaneço a postos. Se ainda vale, no Vale quero ficar...
Uma vez encantado, encantado é, e está.
Ser Encantado é para sempre!
É tanto, que basta alguém pensar em coisas lindas
que estaremos lá...'
A postura é desfeita, a mala não...
Bolinhas de fada estão por aqui... Hey! Mas por favor, não precisam ir!
Permaneço a postos. Se ainda vale, no Vale quero ficar...
Uma vez encantado, encantado é, e está.
Ser Encantado é para sempre!
É tanto, que basta alguém pensar em coisas lindas
que estaremos lá...'
O Vale Encantado - 2011
domingo, março 27, 2011
Pois é poesia
Aos que rascunham na mão, aos que criam canções. Aos que declamam batatinha quando nasce. Aos que copiam os biscoitinhos da sorte. Aos que marcam o vidro embaçado. E, sem rimar, ao garoto que me deu aquela cartinha na 3a série. Feliz dia da poesia. Se não escreve, leia.
Seres
Que SER ser? Nesse desejo desmedido sobre o que não é e nunca será, o que passa a ser é, para os olhos, satisfação e embaraço ao coração. Magia vira verdade e bagunça um corpo abastecido de sonhos. Farto de amor com ser distinto e do mato! Tal qual seu par, místico. Não é fato. Nunca será. Sonho gigante topa com feitiço enorme que em caso de encantado ser, sempre, ou nunca será. Seja como for, pensamos em coisas lindas...
segunda-feira, março 07, 2011
Qualquer Sentimento faz Sentido
Isso tudo é só um espaço entre paixão e não.
É desejo quente que arrudeia pensamento e coração.
É vontade de estar perto e só.
Nem é amor nem deixa de ser.
Num dá trimilique, mas num dá vontade de morrer.
É um querer danado de ficar só apreciando seu jeito de falar.
É um afago bom no coração quando por perto está.
É bom ter vc pertinho assim... o coração fica transbordando paz.
Ter seus olhos acompanhando meus lábios é bom demais...
Perto assim, o tempo é só de sentir... precisa nem pensar.
Oh, se não é paixão, tem problema não...
Deixa estar!
A gente pode juntar um bocado desse desejo que invade...
E se ainda assim não virar paixão
A gente vive na casa da amizade!
É mais duradoura e menos dura
Na casa da amizade o fogo não arde
Mas é tudo tão bom! A felicidade é pura.
E se não for paixão, tem problema, não.
Se tiver seu abraço, já tem um eterno laço...
Pode não ser fogo, mas não é solidão.
É desejo quente que arrudeia pensamento e coração.
É vontade de estar perto e só.
Nem é amor nem deixa de ser.
Num dá trimilique, mas num dá vontade de morrer.
É um querer danado de ficar só apreciando seu jeito de falar.
É um afago bom no coração quando por perto está.
É bom ter vc pertinho assim... o coração fica transbordando paz.
Ter seus olhos acompanhando meus lábios é bom demais...
Perto assim, o tempo é só de sentir... precisa nem pensar.
Oh, se não é paixão, tem problema não...
Deixa estar!
A gente pode juntar um bocado desse desejo que invade...
E se ainda assim não virar paixão
A gente vive na casa da amizade!
É mais duradoura e menos dura
Na casa da amizade o fogo não arde
Mas é tudo tão bom! A felicidade é pura.
E se não for paixão, tem problema, não.
Se tiver seu abraço, já tem um eterno laço...
Pode não ser fogo, mas não é solidão.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
SOLmente
Até aqui fora sol.
Pra não me queimar, eu só observava.
Até aqui fora sol.
Não queria nada além de contemplá-lo
Nada além de vê-lo chegar e se esvair da minha janela.
Até aqui fora sol.
Não tapei-o com a peneira
Afinal, veio mancinho...
Até aqui fora sol.
Topei com seu calor e do seu colo não quis sair.
Até aqui fora sol...
Não a partir daqui.
Me iludi com sua beleza e com toda suavidade sua.
Suo. Suei. Queimou meu sonho.
Traiçoeiro, doído feito paixão.
De novo não quero encontrá-lo.
Foi bom de olhar, mas queimou quando toquei.
Até aqui fora sol...
A partir daqui, dor.
Pra não me queimar, eu só observava.
Até aqui fora sol.
Não queria nada além de contemplá-lo
Nada além de vê-lo chegar e se esvair da minha janela.
Até aqui fora sol.
Não tapei-o com a peneira
Afinal, veio mancinho...
Até aqui fora sol.
Topei com seu calor e do seu colo não quis sair.
Até aqui fora sol...
Não a partir daqui.
Me iludi com sua beleza e com toda suavidade sua.
Suo. Suei. Queimou meu sonho.
Traiçoeiro, doído feito paixão.
De novo não quero encontrá-lo.
Foi bom de olhar, mas queimou quando toquei.
Até aqui fora sol...
A partir daqui, dor.
sábado, janeiro 29, 2011
Gato ou Leão?
Como quem carrega pedras
Como quem desata nós
Da garganta de um poeta
Ouço coração chulo e só
Bicho do mato que faz fita.
Língua de gato ou de leão?
Um sussurrar tão profundo
Mentes banhadas de amor, paixão
Sua pele e seus prumos
Inibindo toda minha ação
Bicho do mato que faz fita.
Língua de gato ou de leão?
Pro sono a noite é dos sonhos.
Pra insônia é inspiração.
Seja como for
Noites são feitas de planos vãos.
Quantas vezes estive comigo?
Quantas estive fora de mim?
Santo sujo, amor mendigo
Sinto o perfume que perdi.
Como quem carrega pedras
Como quem desata nós
Da garganta de um poeta
Ouço um coração tão chulo e só
Bicho do mato que faz fita.
Língua de gato ou de leão?
vanessa paixão
Como quem desata nós
Da garganta de um poeta
Ouço coração chulo e só
Bicho do mato que faz fita.
Língua de gato ou de leão?
Um sussurrar tão profundo
Mentes banhadas de amor, paixão
Sua pele e seus prumos
Inibindo toda minha ação
Bicho do mato que faz fita.
Língua de gato ou de leão?
Pro sono a noite é dos sonhos.
Pra insônia é inspiração.
Seja como for
Noites são feitas de planos vãos.
Quantas vezes estive comigo?
Quantas estive fora de mim?
Santo sujo, amor mendigo
Sinto o perfume que perdi.
Como quem carrega pedras
Como quem desata nós
Da garganta de um poeta
Ouço um coração tão chulo e só
Bicho do mato que faz fita.
Língua de gato ou de leão?
vanessa paixão
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Blá blá blog
'Macacos, me mordam.
Mas me deixem um pedaço.'
'O presente que mais me agrada é a presença.'
'Minhas mãos tocam onde meus pensamentos chegam.'
(em viagens insanas e não).
Mas me deixem um pedaço.'
'O presente que mais me agrada é a presença.'
'Minhas mãos tocam onde meus pensamentos chegam.'
(em viagens insanas e não).
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Melanco-RIA!
Da melancolia, MEL
Doce, doce, avesso ao fel
Transborda zumbido
De Amor e libido.
Da melancolia, LÃ
Arteira. Artesã.
Faz malha a menina
'De Lana Caprina'.
Da melancolia, COOL
O colo acolhia.
Sonhei nesse colo
Pensei ser magia.
Da melancolia, LIA
Sem ponto nem vírgula
Sem pausa ou travessão
Eterna reticência, ponto final não.
Da melancolia, A!
Artigo definido
Definindo-a!
Essa
Aquela
Ela
Há!
Doce, doce, avesso ao fel
Transborda zumbido
De Amor e libido.
Da melancolia, LÃ
Arteira. Artesã.
Faz malha a menina
'De Lana Caprina'.
Da melancolia, COOL
O colo acolhia.
Sonhei nesse colo
Pensei ser magia.
Da melancolia, LIA
Sem ponto nem vírgula
Sem pausa ou travessão
Eterna reticência, ponto final não.
Da melancolia, A!
Artigo definido
Definindo-a!
Essa
Aquela
Ela
Há!
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Tanto tudo
O que é que faço com tanta pressa, tanta prece?
Tanto tudo que rodeia minha noite e minhas vestes?
O que é que faço com tudo que transborda desse coração?
E com tudo que resta desse resto e corre para os vãos?
O que é que faço com o abraço que sobra?
E com tanto querer que anda feito faísca em pólvora?
O que é que faço com o que já não quer morar comigo?
E com todo desejo que quer pular da minha boca e flutuar em teus ouvidos?
O que é que faço com os braços que estão abertos
E de lenços, que esvoaçam feito vestido de moça, estão cobertos?
O que é que faço com esse sorriso que levanta vôo qdo a brisa do teu olhar bate?
E com essas pernas que se entrelaçam de tanto querer que me invade?
O que é que faço com a sobra de tanto tudo?
Tanto tudo que rodeia minha noite e minhas vestes?
O que é que faço com tudo que transborda desse coração?
E com tudo que resta desse resto e corre para os vãos?
O que é que faço com o abraço que sobra?
E com tanto querer que anda feito faísca em pólvora?
O que é que faço com o que já não quer morar comigo?
E com todo desejo que quer pular da minha boca e flutuar em teus ouvidos?
O que é que faço com os braços que estão abertos
E de lenços, que esvoaçam feito vestido de moça, estão cobertos?
O que é que faço com esse sorriso que levanta vôo qdo a brisa do teu olhar bate?
E com essas pernas que se entrelaçam de tanto querer que me invade?
O que é que faço com a sobra de tanto tudo?
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Que som terá?
Qual será o som da lua
Quando é nova ou brilha cheia?
Qual será o som da terra
Quando a imensidão semeia?
Qual será’o som do sossego
O som da neve, o som do Pai?
Qual o som do sol nascendo
E o som de quando ele se esvai?
Qual o som da luz, e a arte?
Qual o som do sal, do mel?
Qual é o som da liberdade?
O som da língua, e o colo seu?
Que som pulsa na saudade?
Que som um abraço amigo trás?
Que som mora em Plutão, e em Marte?
Que som emana o amor e paz?
Quando é nova ou brilha cheia?
Qual será o som da terra
Quando a imensidão semeia?
Qual será’o som do sossego
O som da neve, o som do Pai?
Qual o som do sol nascendo
E o som de quando ele se esvai?
Qual o som da luz, e a arte?
Qual o som do sal, do mel?
Qual é o som da liberdade?
O som da língua, e o colo seu?
Que som pulsa na saudade?
Que som um abraço amigo trás?
Que som mora em Plutão, e em Marte?
Que som emana o amor e paz?
sábado, janeiro 01, 2011
Sweet ARTE

Se é arte o cabelo pode ser assanhado, o olho borrado, a roupa trapo.
O dedo pode ser torto, o olho não ver, a boca não dizer.
O que não pode, nunca, é o sorriso do coração calar.
Na arte, o não ver pode ser crer,
O A pode ser B.
O que não pode, na arte, é de mentira ser.
Questionar o imaginário, fingir prazer, ser sem querer.
O encanto aos olhos vem pelo coração...
O espírito toma maior parte do que as mãos.
Na arte, a diferença está no brilho do olhar.
Na cara limpa.
Nos pés no chão.
No coração aberto.
No flutuar em desatino.
No sorriso franco.
No brincar de verdades.
No amor pelo simples.
No aceitar as diferenças.
No preconceito pelo preconceito.
No mundo normal não é normal ser diferente!
Na arte a beleza existe por ser, simplesmente, arte.
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